terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Oscar para Dilma Rousseff

 
 
Constrangedor para os amigos eleitores do PT ou que deixaram de votar no PSDB porque o acusaram de querer provocar um arrocho no país assistir, nesses primeiros trinta dias do ano de 2015, o governo Dilma II entregar o avesso de tudo o que prometeu na propaganda eleitoral. Concebida pelo marqueteiro Joao Santana, o mais competente dos bruxos na arte de mentir com eficiência na televisão, sua propaganda política de reeleição mereceria um Oscar, o de Melhores Efeitos Especiais....
 
 
Vimos ali uma administração inchada e desastrosa, um escândalo de corrupção de proporções ciclópicas e uma herança econômica maldita serem escondidos de todos os brasileiros. Em seu lugar, tal como uma ilusão cinematográfica, surge um país de mentiras, ficção e manipulações, transformando em inimigos da Nação todos os que ousam divergir e discordar do oficialismo governamental. Adversários foram sistematicamente descontruídos com base na má-fé, na calúnia e no uso constante da máquina pública federal para chantagear os beneficiários de programas governamentais.
 
 
Da parte da Oposição, a derrota não a deixou menor. Mesmo com todos os problemas, falhas, erros estratégicos e deslizes táticos, ela cravou dois feitos importantes: conseguiu mobilizar o país inteiro numa grande onda mudancista, e amealhou a maior votação para presidente desde 2002, ameaçando perigosamente a permanência do PT no poder.
 
 
Foi uma vitória de pirro a de Dilma.
 
 
Na semana seguinte ao pleito de outubro, fomos apresentados ao Brasil real, um país quebrado, no limite irresponsável da suspensão de gastos essenciais para o custeio de serviços públicos essenciais. Na iminência do rebaixamento da economia brasileira pela comunidade financeira internacional, a única saída foi trazer, a contragosto, sob o patrocínio do maquiavélico Lula, um economista-banqueiro para tentar consertar as combalidas finanças nacionais. Sem a menor justificativa ou explanação, o "coração valente" abandonou a falida "nova matriz macroeconômica" do ministro Guido Mantega (demitido em dezembro) e acabou se rendendo ao programa do adversário Aecio Neves, que nunca escondeu do Brasil a essência do que iria fazer: arrumar a casa antes que desmoronasse.
 
 
A presidente da República, acovardada, desapareceu completamente dos olhos da Nação. Não dá entrevistas desde que tomou posse, deixou de ir ao Fórum de Davos para render homenagens a Evo Morales e parece indiferente aos escândalos que permeiam a gestão da petroleira estatal, convertida em caixa 2 do PT. Eleita por uma coalização de partidos e interesses acostumados aos tempos de bonança, o que lhes resta é partilhar a escassez e uma herança desastrosa na gestão do Estado Nacional.
 
Estou impressionante como os meus amigos defensores de Dilma Rousseff, infligidos pela decepção do grande estelionato eleitoral do século, debandaram dos debates e praticamente sumiram das redes sociais.

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