Estivemos na última semana na Zona da Mata Mineira, uma das mais belas regiões do Estado, berço de músicos como Ary Barroso, Ataulfo Alves, Zé Geraldo e João Bosco. Terra de empreendedores, de cineastas como Humberto Mauro, juristas como Victor Nunes Leal e de ex-presidentes da República, como Artur Bernardes.
Uma combinação interessante da alma mineira com o jeito extrovertido carioca de ser, com algumas pitadas das montanhas capixabas. No auge do ciclo cafeeiro, já foi a locomotiva econômica das Alterosas, produzindo um grande esplendor cultural e arquitetônico entre final do século XIX e começo do século XX.
Privilegiada pela localização estratégica, recursos naturais, disponibilidade de mão-de-obra e boa oferta de serviços, a Zona da Mata Mineira tem conseguido, aos poucos, reencontrar o caminho para o desenvolvimento econômico e social. As suas múltiplas vocações (agricultura, indústria, turismo) precisam ser fortalecidas para que a região possa participar, com altivez e entusiasmo, de um novo ciclo virtuoso de prosperidade e desenvolvimento, baseado na inovação e no empreendedorismo.
O Governo de Minas tem sido um parceiro de primeira hora do projeto de reencontro da Zona da Mata com a sua vocação para o progresso, apostando na melhoria da educação, da saúde, da infraestrutura e de outras searas importantes para a vida de todos os seus habitantes.
Com governança de qualidade, nos âmbitos local, regional e estadual, será possível dar um novo norte para as terras do leste de Minas.
Enrique Carlos Natalino, Professor Universitário e Assessor do Governo do Estado de Minas Gerais
